25 anos após a queda do muro, Berlim se reeinventa

Posted by on out 23, 2014 in Destinos | No Comments

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Berlim virou do avesso. Duas décadas depois da queda do muro, a cidade trocou o cinza por todas as cores. A insensatez política deu espaço à voracidade cosmopolita. E o discurso uníssono se calou para uma inimaginável efervescência cultural. A festa está marca para o dia 9 de novembro, mas, faz tempo, não se fala em nada além do aniversário de 25 anos da implosão a golpes de martelo e bom senso da parede de 155 quilômetros  que se separou as duas Alemanhas – algo similar a “depois da virada”. Cada um tem sua opinião (vejo só que avanço!) sobre o novo momento vivido na capital alemã, mas ninguém ousa negar que a cidade nunca esteve tão madura, no ponto certo para receber os forasteiros.

O passado conturbado (nazismo, duas grandes guerras e o tal do muro) deu a Berlim o ar de garota experiente. Daquelas insinuantes e imprevisíveis. “É tudo controverso, multicultural e deliciosamente desordenado”, diz o designer Lars Stroschen, nascido no bairro ocidental de Wilmersdorf em 1961, ano em que os cidadãos foram surpreendidos com a subida do muro na calda da noite. Lars é autor do projeto do Hotel Propeller, no qual os quartos são gaiolas, celas e caixões. “Um desafio aos sentidos. Assim como Berlim”, resume. Apaixonada pela cidade, o designer é aqueles que entram no metrô e desembarcam aleatoriamente quando as portas se abrem. A ideia é excelente também para o viajante que quer ir alem do obvio na maior cidade da Alemanha.

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